Os preços de casas em Portugal em 2020 deverão cair devido aos efeitos econômicos da pandemia da Covid-19, segundo as conclusões dos economistas da Standard & Poor’s (S&P) Global Ratings

A agência de rating financeiro prevê uma queda de 2,5% no preço de casas em Portugal em 2020, mas aponta para uma recuperação rápida e crescimento fortes até 2022.

Mercado residencial europeu 2020

A S&P fez uma análise ao mercado residencial na Europa com reflexos nos preços de casa em Portugal após a crise da Covid-19 e os resultados mostram um futuro promissor, uma vez que apontam para quedas mínimas nos preços, o que também vai afetar os preços de casas em Portugal em 2020.

“Estimamos que os preços das casas diminuam entre 3% e 3,5% na Irlanda, Itália, Espanha e Reino Unido, 2,5% em Portugal e entre 1,2% e 1,4% na Bélgica, França e Alemanha”, refere Boris Glass, economista sénior da S&P Global Ratings, “Somente na Suíça esperamos que os preços continuem a aumentar pelo menos 0,5% este ano”, acrescenta Glass.

Ainda assim, a S&P espera que os mercados recuperem mais rápido que o previsto. 

A agência financeira está confiante de que os preços irão voltar a crescer rapidamente até ao final de 2022, muito por culpa dos apoios em larga escala implementados pelo Governo. 

Segundo a S&P, os apoios deverão conter as taxas de desemprego e, portanto, as quedas nos preços das casas.

Além disso, a S&P destaca a rápida ação do Banco Central Europeu (BCE) ao limitar a deterioração das condições de crédito e considera que a política monetária deve continuar a ser extremamente flexível e favorável mesmo quando as economias recuperarem.

“Atualmente, as famílias estão a acumular poupanças”, algo que, na opinião de Glass, “deve ajudar a sustentar a recuperação da economia e do mercado imobiliário, uma vez que medidas de contenção do vírus estão a ser levantadas e as economias irão começar gradualmente a retomar a normalidade”, refere ainda Glass.

Apesar disso, a agência de notação financeira avisa no relatório que as previsões podem voltar a ser revistas caso se verifique um novo surto de coronavírus no outono ou se o mercado de trabalho não responder positivamente às medidas implementadas pelos governos europeus.

Preços de casas em Portugal em 2020 estão em 2.070 Euros/m2

Os preços de casas em Portugal subiram 0,5% no segundo trimestre de 2020 face ao trimestre anterior, fixando-se em 2.070 euros por metro quadrado (m2).

Em termos anuais, ou seja, face aos primeiros três meses do ano passado, o aumento foi de 7,1%.

Nas duas principais cidades do país, em pleno surto da Covid-19, os preços registraram quedas, nomeadamente de 1,2% em Lisboa e 0,6% no Porto, mas Coimbra destacou-se em sentido contrário: foi a cidade onde os valores mais subiram durante a pandemia (3,9%). 

Preço das casas em Portugal em 2020 por região

As regiões que assistiram a um aumento de preços em termos trimestrais foram o Norte (2,8%) e o Algarve (1,9%).

Por outro lado, desceram no Alentejo (-1,6%), Região Autónoma da Madeira (-0,6%), e Área Metropolitana de Lisboa (-0,3%) e Centro (-0,2%).

A Área Metropolitana de Lisboa, com 2.997 euros por m2, continua a ser a região mais cara, seguida pelo Algarve (2.295 euros por m2), Norte (1.765 euros por m2) e Região Autónoma da Madeira (1.557 euros por m2).

Do lado oposto da tabela, Alentejo (1.031 euros por m2) e Centro (1.038 euros por m2) assumem-se como as regiões mais baratas.

Preço das casas em Portugal em 2020 por distrito

Dos distritos analisados, os maiores aumentos a tiveram lugar no Porto (3,4%), Braga (2,6%), Setúbal (2,4%), Aveiro (2,2%), Faro (1,9%) e Viseu (1,7%). No caso de Coimbra a subida foi de 0,7%.

Por outro lado, desceram em Beja (-3%), Leiria (-1,2%), Guarda (-0,9%), Santarém (-0,6%), Ilha da Madeira (-0,6%). Em Évora (-0,2%) e Lisboa (-0,1%) os preços mantiveram-se praticamente estáveis.

De referir que o ranking dos distritos mais caros continua a ser liderado por Lisboa (3.317 euros por m2), seguido por Faro (2.295 euros por m2) e Porto (2.073 euros por m2).

Os preços mais económicos encontram-se na Guarda (641 euros por m2), Portalegre (645 euros por m2),  Castelo Branco (696 euros por m2) e Bragança (751 euros por m2).

Preço das casas em Portugal em 2020 por cidade capital de distrito

Os preços aumentaram em 14 capitais de distrito, com Coimbra (3,9%) a liderar a lista.

Seguem-se Viseu (3,7%), Braga (3,1%), Évora (3%) e Vila Real (2,5%).

Já no Porto e Faro as subidas foram de 1,6% e 1%, respetivamente.

Por outro lado, foi em Santarém que os preços mais desceram: 5,2%.

Seguem-se Beja (3,2%) e Lisboa, onde a descida foi de 1%.

Lisboa continua a ser a cidade onde é mais caro comprar casa, 4.664 euros por m2.

Porto (2.876 euros por m2) e Faro (1.911 euros por m2) ocupam o segundo e terceiro lugares, respetivamente.

Já as cidades mais económicas são Guarda (637 euros por m2), Castelo Branco (731 euros por m2) e Bragança (753 euros por m2).

Tendo em conta a subida do preço da habitação nos últimos 12 meses, Coimbra (15,2%) lidera a lista, seguida por Viana do Castelo (13,9%) e Évora (13%).

Covid 19 abala o preço das casas em Portugal em 2020

O mercado residencial está a sentir o “abalo” da pandemia da Covid-19, tendo-se registrado em abril de 2020 menos vendas de casas e menos arrendamentos que no mês anterior e no período homólogo.

Em causa estão dados, ainda preliminares e “sujeitos a atualização posterior”, revelados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) esta sexta-feira (19 de junho de 2020). 

Segundo o INE, a pandemia afetou o mercado habitacional de forma também diferenciada no território.

Em abril de 2020, foram vendidos 5,1 alojamentos por mil alojamentos familiares clássicos em Portugal, o que representou uma diminuição de -19% face ao mês anterior e de -17% face ao período homólogo.

Ao nível regional, com exceção da Área Metropolitana de Lisboa (7,1) e do Algarve (6,7), as restantes regiões apresentaram um número de vendas por mil alojamentos familiares inferior à referência nacional, destacando-se o Centro com o menor valor entre as sete regiões NUTS II do país: 3,8 alojamentos por mil alojamentos familiares clássicos.

Em abril de 2020, verificou-se nas sete regiões NUTS II, uma diminuição do número de alojamentos vendidos por mil alojamentos familiares clássicos face ao mesmo mês do ano anterior, destacando-se, com diminuições superiores a 20%, o Algarve (-24,3%) e a Região Autónoma da Madeira (-20,5%), revela o INE.

No que diz respeito ao mercado de arrendamento, registaram-se em abril 2,2 novos contratos por mil alojamentos familiares clássicos no país, menos 50% que no mês anterior e menos 13% que em abril de 2019. 

Ao nível regional, com exceção da Área Metropolitana de Lisboa (2,9 novos contratos de arrendamento por mil alojamentos familiares), as restantes regiões NUTS II apresentaram um número de novos contratos de arrendamento por mil alojamentos familiares clássicos inferior à referência nacional.

Em abril de 2020, verificou-se em Portugal e nas sete regiões NUTS II, uma diminuição do número de novos contratos de arrendamento por mil alojamentos familiares clássicos face ao mesmo mês no ano anterior destacando-se, com diminuições superiores a 15%, a Região Autónoma dos Açores (-18,4%) e o Algarve (-17,7%)”.

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